GOOGLE

Pesquisa personalizada

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Uma Mulher de verdade 1














UMA MULHER DE VERDADE


Contarei esta história durante alguns dias ou seja uma ou duas vezes por semana , não sei exatamente quanto tempo levarei para termina-la, não sei se tenho estrutura emocional para encarar os fatos mais recentes, também não sei se estarei ajudando a alguém (espero que sim), ou se desabafando eu é que serei ajudada. Mas tenho certeza de que preciso colocar para fora de uma forma ou de outra esta dor que esta presa no meu peito, colocar em palavras todas lembranças e dúvidas que invadem a minha mente e ao mesmo tempo prestar a minha homenagem a esta grande mulher de aparência simples e frágil, mas de muita fé e coragem.

Outubro de 1982, mamãe passa pelo escritório do hotel onde eu trabalhava e deixa meus filhos para ir ao médico. Havia surgido um pequeno sangramento que não aumentava, mas era constante. Não havia dor, cólica , nenhum outro sintoma, apenas esse desconforto. Como estava entrando na menopausa, achamos que era um desajuste menstrual, que logo em seguida pararia definitivamente. De qualquer forma achei estranho por já haver passado alguns dias e o sangramento continuava aconselhei-a mais uma vez que fosse ao médico. Estava disposta, disse que voltaria logo para pegar as crianças e voltar para casa. Mais foi exatamente nesse dia que tive uma das piores surpresas da minha vida.
Estava ficando preocupada com a sua demora, mas como esse médico passava muito tempo com os pacientes achei que logo estaria de volta. O telefonista avisou-me então que havia uma ligação do consultório para mim e que parecia urgente. Corri para atender, uma enfermeira comunicou-me que ela tinha tido uma hemorragia e que eu fosse rápido para lá, por que estavam colocando-a em uma ambulância para leva-la para o hospital.
Corri para o consultório depois de recomendar a funcionária que olhasse as crianças enquanto eu estivesse fora. Ao chegar no consultório mamãe já estava sendo colocada na ambulância, uma enfermeira falou-me rapidamente, que a hemorragia surgira logo no início do exame. Sentei-me ao lado da maca, sem saber o que fazer ou pensar, ela estava calma como sempre, perguntei-lhe o que havia acontecido ela respondeu-me:
“que assim que o exame havia começado o sangue começara a jorrar, o médico e a enfermeira não conseguiram fazer nada, colocaram um tampão e chamaram a ambulância.”
Percebi que a sua papeleta estava ao lado da maca, peguei para ver o que havia, lá estava aquela frase que transformou nossa vida em pesadelo por vários meses: Suspeita de Carcinoma.

Nenhum comentário:

MEUS FAVORITOS

SUBMARINO

Informática - Submarino.com.br