GOOGLE

Pesquisa personalizada

quinta-feira, setembro 13, 2007

MÉDICOS

Um médico certa vez me recomendou o livro “Médico de homens e almas”, livro fala da vida de São Lucas, do seu amor e dedicação que pela medicina. Sendo o seu maior objetivo curar, lutar para tirar das garras da morte todos que o procurava, não importava de onde viessem, vivessem, nem seu poder aquisitivo, podiam ser rei ou escravos, todos eram recebidos e tratados.
Durante muito tempo admirei essa profissão, tive um amigo que se formou em medicina, era o seu sonho e não foi fácil realizá-lo. Órfão de pai estudou com a ajuda de um tio, muitas vezes foi e voltou a pé da faculdade por não ter dinheiro para pagar a passagem e muito menos um lanche. Eram dias e noites estudando e infindáveis fins de semana sem descanso. Sempre estudando ou trabalhando nos plantões de estagiário. Mas ele conseguiu e se formou.Então me pergunto: Se para abraçar uma profissão que requer tantos sacrifícios, o jovem embalado por seus ideais consegue finalmente realizar seu sonho. Para logo em seguida largar os pacientes a própria sorte? Será que depois de certo tempo, o seu objetivo maior que seria curar ou ajudar perderia a importância! Onde está o amor pela profissão? Onde está o senso de humanidade?Me pergunto então: De quem é realmente a culpa? Do governo que não dá a devida importância a saúde e a vida de seus eleitores, ou de médicos que sob a alegação da falta de condições de trabalho ou de salários melhores preferem deixar seres humanos como os seus pacientes entregue a própria sorte?Durante a greve dos médicos na minha cidade duas pessoas que conheci passaram mal em casa, foram levadas para o maior hospital de emergência e dias depois faleceram. Para mim ficou a pergunta no ar: será que eles receberam o atendimento , o socorro que precisavam? Um era jovem alegre e sempre disposto com um repentino caso de câncer no intestino, o outro um senhor de mais ou menos 50 anos com um também repentino caso renal, os dois nem suas famílias sabiam tinham essas doenças, em questão de horas antes do falecimento.Conheço de perto alguns hospitais e suas emergências, se o médico não está os enfermeiros não dão nem um analgésico sem a ordem deles, chega certa hora da noite que desaparece todo mundo (médicos, enfermeiros até os faxineiros), em uma necessidade maior encontrar um médico ou enfermeiro é um drama, quando é por volta das 05h30 e 06:00 da manhã aparece todo mundo, tudo na maior atividade como se nada houvesse acontecido. Não estou generalizando mas, presenciei esses fatos varias vezes em vários hospitais. Agora imaginem nos dias de greve como deve ser o atendimento nos hospitais e que tido de atenção o paciente recebe?O médico precisa sobreviver, ter condições de trabalho, o governo alega não ter recursos. O médico fez um juramento. O político para ganhar a eleição prometeu melhorar a saúde, a educação, o trabalho e não cumprem boa parte ou nada do que prometem.O paciente que elegeu o político e confiou no médico é quem paga o preço com a própria vida. “ a família do paciente está fragilizada pela perda é capaz até de acreditar que o caso realmente não tinha solução”. Ele tem que acreditar em alguma coisa, pois não acreditar pode levá-lo a loucura.
Faz muitos anos que não vejo o meu amigo e o médico que citei logo no início, os dois foram bons exemplos para mim, o primeiro de força de vontade e o segundo de um profissional amigo competente e humano, nunca os esqueci.

Um comentário:

Cuchulâín disse...

muy interesante, en serio. SAludos

MEUS FAVORITOS

SUBMARINO

Informática - Submarino.com.br