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domingo, julho 13, 2008

INFARTO











INFARTO

Em inicio de abril tive um infarto, naquela mesma semana o médico havia me avisado, sabia que pertencia ao grupo de risco, mas acho que não acreditei que ia ser tão rápido. Sou fumante, tenho pressão alta e levo uma vida muito estressante tanto em casa como no trabalho, sabia que ia acontecer, mas cedo ou mas tarde, no escritório ou em algum momento de aborrecimento em casa. Mas aconteceu em uma hora em que estava sozinha, ia começar a me arrumar para ir ao Shopping quando senti uma dorzinha no peito, sentei e esperei que passasse, já acontecera antes, então parava um pouco o que estivesse fazendo ela passava. Mas dessa vez foi diferente aumentou cada vez mais e em poucos minutos mal consegui chegar na cama. Logo em seguida meu neto ligou para perguntar a que horas eu ia sair, com muito esforço peguei o telefone e tentei dizer que não estava conseguindo falar e soltei o telefone, o esforço era demais para mim. Foi tudo muito rápido, minha filha veio imediatamente chamou o SAMU que fez os primeiros socorros e me levou para o hospital. Pois segundo soube mais tarde, o tempo é muito importante nesses casos.
Passei uma semana internada e dois meses de licença, agora estou tentando retomar a minha vida (física e psicologicamente). No trabalho fui para uma nova função, pois há uma outra pessoa no meu lugar.
Tem sido muito difícil me acostumar a novas limitações, é como se tivesse envelhecido vinte anos de uma hora para outra. Às vezes me pego pensando que posso morrer a qualquer momento, e me pergunto o que foi que fiz de minha vida. Será que existe mesmo vida após a morte? Essa dúvida tem me atormentado desde o falecimento de minha mãe há dois anos atrás. Então logo em seguida procuro acreditar que Deus realmente existe e consequentemente a vida espiritual.
Tenho também DPOC além do problema cardíaco e não consigo largar o cigarro, isso faz com que minha relação com minha família e os médicos não sejam das melhores. Esta semana começo no CAPS uma terapia para deixar de fumar, estou muito confiante, espero conseguir desta vez.
Estou muito limitada, não posso fazer as coisas que fazia antes. Não sei se por conta da coração do ou do DPOC (doença do pulmão). E quando tento fazer alguma que não consigo fico muito deprimida.
Não nasci para ser uma mulher frágil ou dependente, quero trabalhar no que escolher, andar rápido, conversar por quanto tempo quiser, fazer as coisas rapidamente quando necessário. Não quero uma vida escolhida pelos outros, quero a minha vida.

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